O projeto Twitchhiker, um jogo de palavras com Twitter e "hitchhiker" --"caroneiro" em inglês--, começou com um blog e um perfil no Twitter em fevereiro de 2009, em que Paul relatava a preparação da viagem.
arte Folha de S.Paulo/arte Folha de S.Paulo
A divulgação foi feita estritamente pelo microblog: "O Twitter gerou todo o interesse no projeto. Eu não liguei nem mandei e-mail para ninguém", contou Paul à Folha. O objetivo era chegar à Ilha de Campbell, mas seria preciso encarar seis horas de barco em águas furiosas. Escolheu finalizar a empreitada em uma ilha próxima. Não se arrependeu: "Fiquei muito satisfeito, mas eu estava com labirintite. Não estava bem", desabafa. A motivação, conta Paul, foi o medo de perder a oportunidade: "Eu sabia que, assim que tivesse uma ideia, alguém pensaria nela e a faria antes de mim. Eu não queria me arrepender por não executá-la." Paul afirma que todo o dinheiro arrecadado foi doado. Os quase R$ 20 mil foram enviados por anônimos. O viajante lançou um livro de relatos no começo deste mês. "Na verdade não é sobre o Twitter ou tecnologia; é sobre relações e pessoas. Afinal, a tecnologia é movida por pessoas", sintetiza. Um Twitchhiker 2 não está nos planos: "O projeto aconteceu quando o Twitter era novo e usuários se interessavam em apoiar qualquer ideia divertida", reflete. Paul agora mantém um site de viagens, o Twitchhiker. (Reportagem por: CARLOS OLIVEIRA Folha de S.Paulo) |

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