sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Na sexta-feira 13, 'Zé do Caixão' dá dicas sobrenaturais à criançada

As luzes se apagaram na Sala Clarice Lispector, mas não era mistério de Zé do Caixão. Minutos antes da apresentação de abertura do cineasta José Mojica Marins na 21² Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marcada para às 13h desta sexta-feira (13), o Pavilhão do Anhembi ficou pela segunda vez, em menos de 30 minutos, sem energia elétrica.
Mas bastou a luz voltar para as crianças que encheram o "Salão de ideias" iluminarem a sala com as luzes de suas câmeras fotográficas em direção ao "Zé do Caixão". "Perguntas inteligentes, respostas inteligentes, perguntas cretinas, respostas cretinas", avisou à
criançada, durante o debate batizado de “Zé do Caixão levará sua alma”.

O cineasta José Mojica Marins, mais conhecido pelo nome do personagem Zé do Caixão,
abriu o primeiro dia da 21ª Bienal do Livro de São Paulo nesta sexta-feira (13). (Foto: Daigo Oliva / G1)
Além de contar ao público como começou no cinema, Mojica também comentou sua infância, crenças religiosas, o fim do mundo em 2012 ("é bom alugar um túnel para fugir do meteoro", sugeriu) e respondeu à diversas perguntas sobre os filmes de terror da atualidade, em
especial os de vampiros. "Crepúsculo' é fitinha de boiola. São vampiros de meia tigela", provocou, arrancando aplausos.
Experiências para a sexta-feira 13
O diretor, cujo personagem tem quase 40 décadas de vida, também aproveitou a data -
sexta-feira 13 - para estimular os jovens a realizarem experiências sobrenaturais na
madrugada desta noite.
"Atravesse um cemitério, passe numa encruzilhada, procure uma macumbeira e converse com ela sobre o que vem depois da morte. Quem sobreviver terá uma bela história para contar para seus filhos e netos".

(Reportagem por: Gustavo Miller do G1, em São Paulo)

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